Goytacaz

Gama em sua rápida passagem pelo Goytacaz
Gama em sua rápida passagem pelo Goytacaz

Alexandre Gama teve uma meteórica passagem pelo Goytacaz. A diretoria do Goytacaz aproveitando-se da parceria firmada com o Macaé contratou Gama, que era treinador do Macaé, para assumir o clube campista nas últimas quatro partidas da terceira fase da segunda divisão do campeonato carioca e com isso tentar fazer com que o time pudesse voltar a lutar por uma classificação para a primeira divisão e, principalmente, apagar o incêndio que tomou conta do clube em cerca de uma semana. Os problemas foram desde agressões físicas entre jogadores, passando pela insatisfação do elenco por conta de salários atrasados, até a saída do treinador que comandou o time desde o início da disputa, deixando o grupo contrariado com a diretoria.

Tudo isso foi muito para Gama, que garantiu não ter conhecimento real do que se passava no clube e que, ao chegar e ter o primeiro contato com o elenco, teve vontade de ir embora. Antes de se despedir do clube, garantiu que o motivo era por não ver condições de ajudar.

"Foi um aprendizado. A cada dia a gente vai amadurecendo e vendo situações que não fazem parte do que eu vejo de futebol. Vim com o pensamento de ajudar. Estava acompanhando o time como observador e amante do futebol, e via o time de um jeito. Estando dentro percebi que não era o que esperava. Muita coisa aconteceu desde a hora que cheguei. Muitas reviravoltas e confusões que não dizem respeito ao aspecto técnico. O foco já tinha saído no começo da terceira fase e foi se alastrando, o que me fez ver que não teria jeito nesse momento. Não que não seja capaz, eu não tenho é tempo pelo calendário", argumentou Gama.

"Achei melhor deixar rápido. Até pensei em sair no dia em que cheguei, quando pude ver o que estava acontecendo, mas por respeito as pessoas que tive contato do clube, acabei me envolvendo mais. Espero não ter manchado minha carreira. Estou triste, pois parte da torcida foi injusta comigo, mas a gente acaba entendendo, pois é um sofrimento muito grande e torço para que o Goytacaz encontre o caminho dele", afirmou.

"Existem coisas que podem parecer mínimas, mas que fazem grande diferença, e o Goytacaz peca nisso. Os jogadores estão com a cabeça em outros lugares e em outras coisas, inseguros e sem confiança por conta de situações que já aconteceram aqui. Eu não posso falar, porque eu nunca trabalhei aqui, e considero que nem foi trabalho, apenas uma passagem onde fiz algumas amizades e estou indo embora. O que eu deixo é que o Goytacaz possa se estruturar e não fazer as coisas no supetão, pois não dá certo. As primeiras fases na realidade eram fáceis e o time tinha obrigação de se classificar. Agora não, são oito times com investimentos e faz a diferença a estrutura, o apoio, o jogador com a cabeça tranqüila".